Inibidor de sinal GPS “Jammers”: entenda os perigos

Inibidor de sinal GPS “Jammers”: entenda os perigos

De fato, os índices de roubos de veículos aumentam exponencialmente nas principais capitais brasileiras, em grande parte, pela ação de um dispositivo chamado de Jammer, um inibidor de sinal GPS.

E não é exagero dizer que essa escalada no roubo é exponencial. Só no estado do Rio de Janeiro, a quantidade de veículos roubados aumentou em 50,1%, em abril de 2017, em comparação com o mesmo mês do ano passado.

Em São Paulo, o aumento também é expressivo. No comparativo com o mês de março de 2016, o crescimento foi de 25% em 2017. E uma peculiaridade da capital paulista é que os veículos mais roubados são usados, fabricados entre 2010 e 2013. Os dados são da Ituran.

Tendo isso em vista, é importante entender como o Jammer funciona e como esse dispositivo pode ser detectado. E é disso que trataremos neste post! Continue lendo e confira:

O custo dos roubos e furtos de veículos

Além de representar um perigo para a segurança e a vida das pessoas, a criminalidade aumenta o custo de vida. Isso porque, em regiões com elevados índices de roubo de carros, o valor cobrado pelas seguradoras aumenta.

Prova disso é que, no Rio de Janeiro, o preço médio aumentou em 20%. Dependendo da região do estado, a seguradora pode até recusar a cobertura de roubos e furtos de veículos.

Justamente por isso, um recurso que vem sendo cada vez mais utilizado por donos de veículos e empresas — mesmo as que contam com seguro de frotas — é o rastreamento e monitoramento veicular.

Rastreamento de veículos x inibidor de sinal GPS

O rastreamento veicular pode funcionar por meio de duas tecnologias:

  • o sinal de GPS, o mesmo usado para transmissões em aparelhos celulares;
  • a radiofrequência, também conhecida como sinal RF.

De toda forma, a Global System for Mobile Communications é, hoje, o padrão mais difundido nas comunicações móveis em todo o mundo. E, acopladas ao GSM, existem diversas outras inovações que, ao longo do tempo, foram melhorando essa capacidade de transmitir dados.

Na segurança de frotas e veicular, o sistema GSM torna possível a localização de um veículo em tempo real graças ao princípio full duplex das transmissões.

Para isso, nos antigos rádios comunicadores (ainda há quem use!) é preciso apertar o botão de PTT, falar, e aguardar a resposta do interlocutor. Já em celulares, essa comunicação acontece por meio de dois canais simultâneos, que recebem e enviam sinais ao mesmo tempo.

É assim que torna-se possível utilizar a tecnologia para localizar veículos e até pessoas, já que agrega-se ao sistema GSM a tecnologia GPRS, que aumenta as taxas de transferência em transmissões de dados.

Contudo, infelizmente, a tecnologia também progride entre criminosos, que contam hoje com uma forma de burlar essa ação dos rastreadores. Trata-se, como dissemos, do Jammer.

O dispositivo tem esse nome em alusão a “jam”, geleia em inglês, já que, ao ser acionado, ele embaralha os sinais dos rastreadores, “amolecendo-os” e tornando-os indecifráveis.

Como funcionam os Jammers

Vendidos no mercado clandestino como dispositivos para proteger a privacidade, os Jammers representam uma grave ameaça à segurança do patrimônio e das pessoas. Não é à toa que eles são proibidos no Brasil e nos Estados Unidos, pelo risco que representam.

O dispositivo funciona segundo um princípio relativamente simples. Cada operadora de telefonia móvel opera com uma frequência única de transmissão. Se não fosse assim, os sinais das operadoras gerariam interferências mútuas, inviabilizando a comunicação.

Portanto, para que um inibidor de sinal de GPS seja efetivo, deverá estar sintonizado na mesma frequência de sinal do rastreador.

Quando é acionado, ele mistura o seu sinal com o que é captado pelo aparelho de rastreamento, o que impossibilita a resposta da Estação Rádio Base (ERB). Estações estas que nada mais são do que as torres que recebem e transmitem sinais de aparelhos celulares.

Assim, ao inviabilizarem a transmissão da localização de um veículo, eles abrem caminho para a ação de criminosos. Afinal, como não pode ser localizado, o carro ou veículo de carga pode ser conduzido para qualquer parte, sem riscos de ser interceptado pela Polícia ou agentes de segurança particulares.

Existem Jammers básicos de 4 canais, mas esses aparelhos podem contar com até 16 antenas, o que lhes confere alta potência para intervir em transmissões de dados. Geralmente, seu raio de ação fica em cerca de 15 metros, podendo chegar a mais, dependendo do dispositivo.

Para piorar, não é possível bloquear um Jammer ou, simplesmente, neutralizar um aparelho. Como a sua frequência é idêntica à de um aparelho GSM, não há como impedir que ele emita sinais por intermédio de um hipotético dispositivo de bloqueio.

O que é possível é mudar a frequência do sinal dos rastreadores veiculares, de forma a minimizar as chances de um Jammer atuar efetivamente.

Rastreadores com sinal por radiofrequência

A principal maneira encontrada para evitar a interferência do inibidor de sinal de GPS é o uso de dispositivos que operam por sinais RF.

Há uma segunda possibilidade, que é o detector de interferência. Calibrado para acusar possíveis Jammers, ele emite um alerta, evitando que o veículo entre na área afetada pelo inibidor de GPS. No entanto, essa é uma solução exposta a erros, já que não são raros os falsos positivos que esses detectores emitem.

O rastreador RF é, portanto, uma alternativa à tecnologia GPS no monitoramento veicular.

Trata-se de um tipo de transmissão que não depende da resposta da ERB para que seja completada. O rastreador emite o sinal e a central de recepção é informada, mesmo que exista um Jammer no caminho.

De qualquer forma, rastreadores RF não são infalíveis. Se a transmissão de um Jammer na mesma frequência chegar a uma central de recepção, poderá ser confundida com o sinal de um veículo protegido.

Assim, será necessário que a central esteja em uma área fora da zona de influência do sinal do inibidor, para que possa localizar um carro. Ao captar o sinal, equipes de busca perseguem o veículo com base na sua intensidade.

Conforme vai ficando mais forte, os agentes saberão se estão próximos, ou não, da possível vítima de roubo ou furto. Essa seria a forma mais segura de evitar a perigosa ação do inibidor de sinal GPS, podendo ser agregada a veículos equipados com dispositivos com localização via satélite.

Enfim, deu para perceber que com segurança não se brinca, certo? Então, ajude os seus amigos a se informar curtindo a nossa página no Facebook, e acompanhe nossas dicas de proteção para seu veículo, residência ou empresa!

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